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IBGM e ANORO firmam memorando para fortalecer a cadeia formal do ouro no Brasil
Publicado em 31/03/2026Parceria institucional estabelece agenda conjunta com foco em rastreabilidade, segurança jurídica e competitividade do setor
O IBGM e a Associação Nacional do Ouro (ANORO) formalizaram o Memorando de Entendimento “A Convergência do Ouro Brasileiro”, com o objetivo de estruturar uma agenda conjunta voltada ao fortalecimento da cadeia formal do ouro no país, com ênfase em legalidade, rastreabilidade e desenvolvimento sustentável.

O instrumento estabelece bases de cooperação institucional, técnica e estratégica entre as entidades, incluindo a elaboração de estudos, propostas normativas, programas de capacitação e iniciativas de interlocução com o poder público e demais stakeholders. Também define princípios orientadores, entre os quais se destacam a promoção da conformidade ao longo da cadeia, o estímulo à formalização e a construção de um arcabouço regulatório mais previsível e confiável.
O memorando reconhece a necessidade de maior coordenação entre os segmentos produtivo e financeiro do ouro, diante de seu papel estratégico para a economia e para a reputação do país. Nesse sentido, a iniciativa busca fortalecer o mercado formal, consolidar padrões de governança e ampliar a confiança.
Entre os eixos definidos estão a rastreabilidade física e documental, o aperfeiçoamento dos marcos jurídicos, o incentivo à agregação de valor no território nacional e a qualificação técnico-profissional dos agentes da cadeia. O acordo também prevê a manutenção de diálogo institucional permanente e atuação coordenada na formulação de políticas públicas.
A parceria reflete o alinhamento entre IBGM e ANORO na defesa de um ambiente mais competitivo e aderente às melhores práticas internacionais, contribuindo para a inserção qualificada do Brasil nos mercados globais e para o fortalecimento da reputação do ouro brasileiro.
“Para o IBGM, trata-se de uma parceria estratégica que ampliará o fomento de boas práticas na cadeia produtiva e de suprimento do ouro, contribuindo diretamente para o desenvolvimento sustentável dos demais elos — joias, gemas e folheados — e para a melhoria da reputação nos mercados interno e externo”, afirma Écio Morais, diretor-executivo do IBGM.
O acordo possui natureza institucional e não vinculante, com vigência inicial de cinco anos, preservando a autonomia das entidades e permitindo a construção conjunta de soluções.