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IBGM articula apoio da AGTA às gemas brasileiras diante das tarifas dos EUA

Publicado em 06/11/2026

Em resposta à carta do Instituto, a principal entidade americana do comércio de gemas reconhece o impacto das tarifas sobre o Brasil e se dispõe a apoiar a negociação de um acordo bilateral

O IBGM recebeu na quarta-feira (4) a resposta oficial da American Gem Trade Association (AGTA) à carta enviada pelo Instituto, em conjunto com entidades parceiras, sobre as tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos às gemas brasileiras. Na manifestação, assinada pelo CEO John W. Ford, a AGTA reconhece que o setor brasileiro enfrenta uma situação particularmente difícil e se coloca à disposição para se reunir com representantes do governo brasileiro nos Estados Unidos.

Encaminhada em 4 de novembro, a carta reafirma o apoio do setor brasileiro ao trabalho da AGTA junto ao governo americano. O documento também mostra que as tarifas afetam os dois lados da cadeia: os fornecedores brasileiros e a própria indústria de gemas e joias dos Estados Unidos, que depende dessas pedras.

Ao propor cooperação entre as entidades dos dois países, o IBGM levou a pauta das gemas brasileiras diretamente à principal representação do setor nos EUA.

AGTA condiciona isenção para gemas a acordo bilateral

Segundo a AGTA, a entidade trabalha com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para que gemas naturais, preciosas e semipreciosas, e pérolas naturais recebam isenção tarifária total à medida que os acordos comerciais bilaterais são fechados. A isenção está prevista no mecanismo americano de ajustes tarifários para parceiros alinhados (PTAAP, na sigla em inglês).

A AGTA informa que essa exclusão foi incluída em todos os acordos bilaterais concluídos até agora pelos EUA. Por outro lado, nenhum país que ainda não fechou acordo recebeu a isenção.

A entidade relata que acompanha diversos países fornecedores em suas negociações com o USTR. Um exemplo foi a reunião oficial que manteve na Tailândia com o Departamento de Comércio daquele país.

Sobre o Brasil, a AGTA reconhece que a situação é particularmente delicada, porque as conversas entre os dois governos envolvem questões que vão além da pauta comercial. A recomendação ao IBGM é a mesma feita às associações de outros países: atuar junto ao governo nacional pela conclusão de um acordo bilateral com os Estados Unidos.

A AGTA afirma que receberia com satisfação representantes do governo brasileiro nos EUA para apoiar esse esforço. Ressalta, no entanto, que não prevê alívio tarifário significativo para as gemas lapidadas brasileiras antes de um acordo formal entre os dois países.

Setor brasileiro ganha interlocução direta nos EUA

Para o IBGM, a resposta confirma que a solução passa pela negociação entre governos e mostra que o setor brasileiro tem, nos Estados Unidos, uma entidade disposta a apoiar essa negociação.

A articulação com o governo federal já faz parte da atuação do IBGM como entidade nacional representativa do setor. O Instituto seguirá à frente dessa interlocução, em diálogo com as entidades parceiras, e informará o setor sobre cada desdobramento.