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Autoridades relacionadas às federações da indústria visitam a FENINJER e debatem caminhos para fortalecer a economia brasileira

Publicado em 18/08/2026

Comitiva conheceu a 83ª edição da feira e participou de agenda voltada à competitividade, reindustrialização, inovação, agregação de valor e oportunidades para o setor joalheiro.

São Paulo, 18 de agosto de 2026.

A 83ª edição da FENINJER (Feira Nacional da Indústria de Joias, Relógios e Afins), realizada pelo IBGM em São Paulo, recebeu, nesta terça-feira (18), uma comitiva formada por lideranças de importantes entidades representativas da indústria brasileira e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Da esq. à dir.: Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Aliomar Teixeira, diretor da FIESP, Luiz Césio Caetano, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), Carla Pinheiro, vice-presidente de Relações Institucionais do IBGM, Roseli Duque, presidente do Conselho de Administração do IBGM, e Alex Dias Carvalho, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA).

 

Visitaram a feira Alex Dias Carvalho, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA); Luiz Césio Caetano, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN); Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP); André Rebelo, diretor-executivo de Projetos Especiais da FIESP; Clarissa Franco, coordenadora de Indústria e Serviços da ApexBrasil; e Viviane Iark, gestora do projeto setorial Precious Brazil na ApexBrasil.

Durante a visita, a comitiva percorreu os estandes da FENINJER e conversou com expositores, conhecendo mais de perto a realidade das empresas, seus desafios e as oportunidades para o setor. A agenda também permitiu conhecer a diversidade da produção apresentada na feira e o potencial da indústria brasileira de gemas e joias para agregar valor às matérias-primas nacionais, incorporar design e inovação e ampliar sua presença nos mercados nacional e internacional.

A agenda teve continuidade com o painel “O Papel da Indústria no Desenvolvimento da Economia Brasileira”, que colocou em debate os desafios atuais da indústria, as perspectivas de reindustrialização e as oportunidades para o fortalecimento das cadeias produtivas brasileiras.

Da esq. à dir.: André Rebelo, diretor-executivo de Projetos Especiais da FIESP, Luiz Césio Caetano, presidente da FIRJAN, Carla Pinheiro, vice-presidente de Relações Institucionais do IBGM, Alex Dias Carvalho, presidente da FIEPA, e Viviane Iark, gestora do projeto setorial Precious Brazil na ApexBrasil.

 

Com mediação de Carla Pinheiro, vice-presidente de Relações Institucionais do IBGM, o encontro reuniu Alex Dias Carvalho, Luiz Césio Caetano, André Rebelo e Viviane Iark. O debate abordou questões como custo de capital, tributação, infraestrutura, inovação, acesso a mercados e políticas industriais de longo prazo, além do potencial de cadeias de alto valor agregado, como a de gemas e joias, para contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país.

Competitividade e reindustrialização

Durante o painel, André Rebelo destacou o peso do chamado “Custo Brasil” sobre a competitividade das empresas, mencionando fatores como o elevado custo do crédito, a complexidade tributária e as deficiências de infraestrutura. De acordo com o executivo da FIESP, medidas específicas de apoio à indústria precisam estar acompanhadas de melhorias estruturais no ambiente de negócios.

Luiz Césio Caetano ressaltou a importância da Nova Indústria Brasil (NIB) como instrumento de estímulo aos investimentos, à inovação e à renovação tecnológica. Segundo o presidente da FIRJAN, entretanto, uma política industrial consistente exige previsibilidade e continuidade, além de estar associada a uma agenda estrutural de competitividade, redução da burocracia e melhoria do ambiente de negócios.

O debate também ressaltou o papel do SENAI e de seus institutos de inovação na transferência de tecnologia para as empresas, especialmente para pequenos negócios que enfrentam maiores dificuldades para acessar equipamentos, conhecimento e processos tecnológicos avançados.

Agregação de valor e desenvolvimento regional

A necessidade de transformar a riqueza mineral e a biodiversidade brasileiras em produtos de maior valor agregado também ocupou espaço central no painel.

Alex Dias Carvalho defendeu maior integração entre produção, infraestrutura e indústria, especialmente na Amazônia. Para o presidente da FIEPA, a geração de oportunidades econômicas e o fortalecimento de cadeias produtivas locais são fundamentais para transformar a riqueza existente nos territórios em renda e desenvolvimento para suas populações.

Nesse contexto, a cadeia de gemas, joias e biojoias foi apresentada como exemplo do potencial brasileiro de unir biodiversidade, criatividade, design, conhecimento técnico e manufatura. O debate destacou ainda a importância de aproximar produtores e artesãos da estrutura industrial e dos mercados consumidores, ampliando a capacidade de geração de valor nos próprios territórios.

Precious Brazil amplia acesso aos mercados internacionais

A internacionalização da indústria brasileira de gemas e joias foi outro eixo do encontro. Viviane Iark apresentou a atuação do Precious Brazil, projeto setorial desenvolvido pelo IBGM em parceria com a ApexBrasil há cerca de 25 anos.

A iniciativa apoia empresas em ações de capacitação, desenvolvimento e promoção comercial no exterior, incluindo participação em feiras internacionais e projetos compradores. Atualmente, o programa contempla as verticais de gemas, joias, folheados e bijuterias, além das biojoias.

Viviane também destacou as novas medidas da ApexBrasil para apoiar empresas afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Segundo ela, a agência está ampliando os recursos destinados aos projetos setoriais para possibilitar novas ações de promoção comercial e diversificação de mercados, iniciativa especialmente relevante para os segmentos de gemas e joias atingidos pelas tarifas.

Joia brasileira como expressão de valor agregado

Ao abordar a inserção internacional do setor, Iark apontou a criatividade e o design como diferenciais da joia brasileira. A capacidade de trabalhar cores, gemas, materiais e referências culturais próprias cria uma identidade reconhecível e amplia o potencial de posicionamento do produto brasileiro nos mercados internacionais.

Esse potencial demonstra como a indústria joalheira pode contribuir para uma estratégia mais ampla de desenvolvimento nacional: ao agregar design, tecnologia e conhecimento às matérias-primas brasileiras, o setor transforma recursos naturais em produtos de alto valor, gera empregos qualificados e amplia oportunidades de inserção internacional.

A presença das lideranças industriais na 83ª FENINJER, principal hub do setor joalheiro na América Latina, e o debate promovido durante a feira reforçaram a importância de aproximar a cadeia de gemas e joias das agendas mais amplas da indústria brasileira. Para o IBGM, essa articulação é fundamental para avançar em competitividade, inovação, agregação de valor, desenvolvimento regional e acesso a mercados, criando condições para que a riqueza produzida no Brasil gere mais valor, renda e oportunidades no próprio país.