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IBGM firma parceria com a Aliança para a Mineração Responsável e a OCB para fortalecer a mineração de ouro e gemas

Publicado em 16/10/2026

Iniciativa prevê capacitação, rastreabilidade e fortalecimento da governança de cooperativas minerais, com ações voltadas à agregação de valor e ao acesso a mercados responsáveis.

O IBGM firmou um termo de cooperação com a Alianza por la Minería Responsable (Aliança para a Mineração Responsável, em português), a ARM, e a Organização das Cooperativas Brasileiras, a OCB, para desenvolver ações de aprimoramento da mineração responsável de ouro e gemas no país. O projeto busca promover a profissionalização das atividades, ampliar a rastreabilidade e aprimorar a organização da cadeia produtiva mineral e joalheira.

O acordo integra o Programa de Agregação de Valor e Desenvolvimento da Cadeia Mineral e Joalheira, estruturado no âmbito do Convênio SESCOOP 2026 (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo, entidade que fortalece o cooperativismo no Brasil com educação, desenvolvimento, apoio às cooperativas e promoção dos valores cooperativistas), com duração prevista de 18 meses, de outubro de 2026 a abril de 2028.

O programa busca aprimorar a organização e a capacidade operacional das cooperativas por meio da implementação de esquemas baseados no Código CRAFT, instrumento voltado à promoção de práticas responsáveis na mineração artesanal e de pequena escala (MAPE). Estão previstas ações de qualificação técnica, gestão socioambiental, conformidade, rastreabilidade e integração a mercados formais.

Atuação em regiões produtoras de ouro e gemas

De acordo com Écio Morais, diretor-executivo do IBGM, a parceria está alinhada ao trabalho desenvolvido pelo Instituto nos últimos anos para promover uma cadeia produtiva mais organizada, transparente e integrada.

Morais destaca a perspectiva de atuação em importantes regiões produtoras, incluindo o APL dos Três Vales, na região de Teófilo Otoni e Governador Valadares, em Minas Gerais, os Vales do Mucuri, Jequitinhonha e Rio Doce, também no estado mineiro, a região de Macaúbas, na Bahia, e a Baixada Cuiabana, em Mato Grosso.

Na Baixada Cuiabana, o IBGM já desenvolve ações voltadas à produção de ouro com rastreabilidade e sem utilização de mercúrio. A parceria poderá ampliar o alcance desse trabalho, associando práticas ambientalmente responsáveis ao aprimoramento da gestão das organizações produtivas.

Capacitação, governança e implementação do Código CRAFT

O programa prevê a implementação de quatro projetos-piloto do esquema CRAFT, contemplando duas federações e duas cooperativas brasileiras ligadas à mineração artesanal e de pequena escala de ouro e gemas.

A metodologia combina assistência técnica presencial, capacitações virtuais, acompanhamento em campo e desenvolvimento de planos de melhoria. Entre as atividades previstas estão a avaliação das condições operacionais, sociais, ambientais e organizacionais dos empreendimentos, a identificação de riscos e a definição de medidas para aprimorar sua gestão.

Outro eixo do projeto é a formação de dirigentes, cooperados, equipes técnicas e lideranças. O conteúdo abordará governança, gestão administrativa e financeira, integridade, gestão de riscos, organização produtiva, comunicação e representação institucional.

A iniciativa também contempla a produção de materiais educativos, a disseminação de boas práticas e a realização do Fórum Brasileiro de Cooperativismo Mineral Responsável, destinado a ampliar o diálogo entre cooperativas, instituições e demais agentes da cadeia produtiva.

Entre os resultados esperados estão a qualificação de 30 técnicos e lideranças para a implementação do Código CRAFT, a realização de quatro Avaliações Integrais da Mina e a capacitação de 100 dirigentes, conselheiros, gestores e lideranças em governança cooperativa.

Agregação de valor e desenvolvimento da cadeia joalheira

Além de aprimorar as condições de produção, o programa busca aproximar as cooperativas de compradores e mercados responsáveis, ampliando as oportunidades de comercialização e transformação dos minerais produzidos no Brasil. Essa estratégia está alinhada à atuação do IBGM em favor do desenvolvimento integrado dos segmentos de extração, indústria e varejo de gemas e joias.

Nesse contexto, a rastreabilidade, a governança e a conformidade socioambiental são instrumentos fundamentais para ampliar a transparência das operações, reduzir riscos e fortalecer a competitividade da produção nacional.

Écio Morais ressaltou a satisfação do Instituto em participar de uma iniciativa que consolida o esforço de promover maior organização e profissionalização da atividade mineral.