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IBGM propõe criação de Arranjos Produtivos Locais em Macaúbas e na Bacia do Paramirim, na Bahia
Publicado em 10/03/2026Proposta apresentada pelo Instituto visa estruturar cadeia de gemas e joias com foco em desenvolvimento sustentável, geração de emprego e agregação de valor.
O IBGM, por meio de seu diretor regional na Bahia, Paulo Henrique Leitão, apresentou proposta para a criação de Arranjos Produtivos Locais (APLs) em Macaúbas e no entorno da Bacia do Paramirim, localizados na Bahia, durante o 1º Fórum de Desenvolvimento Econômico e Social do município, realizado em 26 de fevereiro. A iniciativa busca promover o adensamento da cadeia produtiva de gemas, joias, biojoias e artesanato mineral, com base em governança, sustentabilidade e competitividade.

Contexto mineral e potencial produtivo
Ao lado de regiões consolidadas da Bahia, como a Serra da Carnaíba — reconhecida pela produção de esmeraldas — e a Chapada Diamantina, com seus diamantes de características singulares, a Bacia do Paramirim apresenta elevado potencial mineral. Destacam-se a produção de quartzo industrial para processamento de sílica, quartzos diversos e quartzo rutilado, com demanda crescente nos mercados europeu e asiático, além de ametistas e outras ocorrências minerais.
Nesse contexto, o IBGM propõe a estruturação de um programa de desenvolvimento regional organizado em quatro eixos estratégicos:
- Mineração e base produtiva mineral;
- Indústria de joias, bijuterias, biojoias e artesanato mineral;
- Varejo, comercialização e mercado;
- Fortalecimento institucional do IBGM Bahia.
Integração institucional e modelo de governança
De acordo com Paulo Henrique Leitão, o IBGM é uma entidade privada que, há quase 50 anos, representa a cadeia de valor da indústria de gemas, joias e afins, abrangendo mineração, indústria e varejo. O protagonismo setorial é exercido majoritariamente por pequenas e médias indústrias, garimpeiros, ourives, artesãos, cooperativas e atividades correlatas.
A proposta apresentada prevê a articulação entre entes públicos e privados para implantação de um APL piloto em Macaúbas e na Bacia do Paramirim, com foco em governança territorial, rastreabilidade e conformidade socioambiental.

Paulo Henrique Leitão, diretor regional do IBGM na Bahia, participa de fórum em Macaubas, na Bahia.
Núcleo de Design e inovação produtiva
Entre as ações prioritárias está a implantação de um Núcleo de Design, concebido para estimular a criação de produtos inovadores e funcionais, incorporando traços e manifestações da cultura regional. O objetivo é fortalecer a identidade territorial, atender às demandas de mercado e ampliar o reconhecimento nacional e internacional da produção local.
O Núcleo deverá concentrar, em um mesmo espaço, etapas estratégicas da cadeia produtiva, desde o armazenamento da matéria-prima até design, beneficiamento, fundição, ourivesaria e produção de artesanato mineral com foco em biojoias. A proposta busca promover eficiência produtiva, agregação de valor e padronização de processos, em conformidade com boas práticas ambientais e sociais.
Impactos econômicos e sociais
Segundo o diretor regional do IBGM, o adensamento e a integração da cadeia produtiva, com exploração racional e sustentável dos recursos minerais, têm potencial para gerar emprego e renda, ampliar exportações de produtos de alto valor agregado e estimular a participação do setor em feiras nacionais e internacionais. A modernização produtiva, com incorporação de inovação tecnológica e responsabilidade socioambiental, também integra as diretrizes do projeto.
“Saio com a sensação de que os macaubenses estão atentos ao futuro e comprometidos com as próximas gerações”, afirmou Paulo Henrique Leitão ao destacar o interesse de lideranças locais e da comunidade durante o evento.
Compromisso com o desenvolvimento regional
Para o IBGM, a estruturação de Arranjos Produtivos Locais na Bacia do Paramirim representa uma oportunidade estratégica de consolidar a legalidade, a competitividade e a sustentabilidade da cadeia de gemas e joias na Bahia.
O Instituto reforça que o desenvolvimento regional sustentável exige integração institucional, planejamento técnico e compromisso com a governança.