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IBGM participa da Missão Técnica da ‘Frente Parlamentar da Mineração Sustentável’, em Peixoto de Azevedo-MT

Publicado em 09/10/2023

Deputado Federal Zé Silva (Solidariedade-MG) e Ecio Morais (diretor executivo do IBGM)
Deputado Federal Zé Silva (Solidariedade-MG) e Ecio Morais (diretor executivo do IBGM)

Gilson G. Camboim (presidente da FECOMIN), Ecio Morais (diretor executivo do IBGM), Valcimar Fuzinato (presidente da Câmra Municipal de Guarantã do Norte).
Gilson G. Camboim (presidente da FECOMIN), Ecio Morais (diretor executivo do IBGM), Valcimar Fuzinato (presidente da Câmra Municipal de Guarantã do Norte).

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Durante o evento, o Instituto estreitou relacionamento com os parlamentares visando os debates sobre a rastreabilidade do ouro e um plano de desenvolvimento da mineração de gemas no Vale do Jequitinhonha

A convite da Federação das Cooperativas de Mineração do Estado de Mato Grosso (FECOMIN), nos dias 05 e 06 de outubro, na cidade de Peixoto de Azevedo-MT, o IBGM participou da Missão Técnica da Frente Parlamentar da Mineração Sustentável (FPMin), atualmente presidida pelo Deputado Federal Zé Silva (Solidariedade-MG), que também é o autor do Projeto de Lei 2580, que torna o rastreamento digital obrigatório para operações envolvendo ouro.

Junto de Zé Silva, do Deputado Federal José Rocha (União/BA), do Deputado Evair Mello (PP/ES), do Coordenador Temático de Rochas Ornamentais da FPMIn e de mais nove parlamentares federais, Deputados Estaduais, Secretários de Estado e Prefeitos da região do Vale do Peixoto, o diretor executivo do Instituto, Ecio Morais, foi recepcionado pelo presidente da FECOMIN, Gilson G. Camboim, que tinha como propósito detalhar aos seus convidados o modelo de gestão cooperativa da mineração de ouro, implementado pela Cooperativa de Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto (COOGAVEPE), que hoje é a maior do segmento no Brasil, com cerca de 7 mil cooperados.

Para o IBGM, que já vem acompanhando o trabalho da Cooperativa, a missão teve como foco estreitar o relacionamento institucional com os parlamentares para os debates sobre a rastreabilidade do ouro e um plano de desenvolvimento da mineração de gemas no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Além disto, o encontro também visou a defesa do setor no Senado Federal e na Câmara dos Deputados, para os temas que se referem à extensão da incidência do Imposto Seletivo sobre Joias (artigo 92-B do Ato das Disposições Transitórias da PEC 45), ao Imposto sobre Produtos Primários e Semielaborados (artigo 19 da PEC 45) e à dualidade tributária do Dualidade tributária do ouro (ouro mercadoria x ouro ativo financeiro), no qual o Instituto tem dedicado amplo esforço em uma agenda de advocacy.

Cabe ressaltar que o diálogo com o Deputado Federal Zé Silva foi estabelecido desde o primeiro semestre deste ano, quando o IBGM e o Instituto Somos do Minério entregaram um documento apontando como o contingenciamento por parte do governo frente ao cumprimento das normas orçamentárias e financeiras à Agência Nacional de Mineração (ANM) tem prejudicado significativamente sua capacidade de regular e fiscalizar o setor de mineração, nos quais os segmentos de joias e gemas estão inseridos. E este assunto veio à tona durante a missão. Para o parlamentar presidente da FPMin, a missão mostrou como o cooperativismo faz a diferença no aproveitamento do ouro de forma legalizada e com respeito ao meio ambiente. No entanto, Zé Silva disse que a falta de um sistema nacional para rastrear a comercialização e o transporte do ouro no Brasil, medida essencial para o combate ilegal do minério e que prejudica os que estão na atividade de forma legalizada, preocupa. “Fiquei muito feliz com a missão, mas vejo que ainda temos muito que avançar. Enquanto não conseguirmos aprovar um sistema de rastreabilidade nacional, enquanto não estruturarmos a Agência Nacional de Mineração (ANM), teremos o ouro ilegal prejudicando aqueles que produzem na legalidade, recolhendo seus impostos”, alertou Zé Silva.

Sobre a Missão

Além de reunião com os servidores da ANM de Mato Grosso, o roteiro contemplou visitas à COOGAVEPE, ao Centro Tecnológico de Desenvolvimento Mineral, às áreas de garimpo (que tem como foco na mineração de pequeno porte), ao posto de compra de ouro do município de Peixoto Azevedo e às instalações de indústria de maquinário para a atividade minerária de ouro.

A visita foi finalizada no viveiro de mudas para a recuperação das áreas afetadas, em um compromisso do segmento de mineração de ouro com as boas práticas de sustentabilidade.

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