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IBGM no IV Encontro da Aliança Latino-Americana Anticontrabando

Publicado em 26/09/2018

Nos dias 28 e 29 de agosto, o IBGM participou do IV Encontro da ALAC na sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília.

Nos dias 28 e 29 de agosto, o IBGM participou do IV Encontro da Aliança Latino-Americana Anticontrabando – ALAC, na sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília (DF), sob a coordenação do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial – ETICO.

O evento contou com a participação dos ministros da Indústria, Comércio Exterior e Serviços; das Relações Exteriores; da Segurança Pública e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Representantes de entidades empresariais brasileiras e da América Latina também compareceram ao encontro que abordou temas como o papel da sociedade no financiamento do crime organizado.

O IBGM, juntamente com outras instituições ligadas ao segmento da moda, participou da mesa sobre o contrabando técnico: forma de contrabando em que o importador/exportador apresenta a documentação exigida, mas as informações declaradas são falsificadas com o objetivo de subfaturar, sobretaxar, driblar requisitos legais, bem como obter benefícios aduaneiros e fiscais.

Durante o evento, a analista de risco político, Vanessa Neumann, da consultoria Asymmetrica, apresentou as conclusões do estudo sobre o comércio informal no Paraguai. Segundo ela, as organizações criminosas sediadas na China e no Líbano têm implantado células na região para utilização do contrabando como ferramenta de lavagem de dinheiro, sendo o Brasil um importante consumidor desses produtos.

O IV encontro da ALAC posicionou o contrabando como um gigante que precisa ser combatido com repressão policial, tecnologia, integração interfronteiriça e educação do consumidor.

Para o IBGM, o fórum é oportunidade para desenvolver e repensar práticas voltadas ao mercado joalheiro, visando torná-lo mais transparente. É nesse sentido que caminhamos para implantação exaustiva do Código de Ética do Setor, um passo significativo na promoção da ética concorrencial.

Os consumidores de gemas, joias e bijuterias precisam compreender que um produto muito abaixo do preço de mercado, geralmente, é fruto de contrabando e que ele não é o simples descaminho de mercadorias não tributadas e, sim, um componente chave do crime organizado, funcionando como seu capital de giro.

Na qualidade de representante da indústria joalheira que sofre e, ao mesmo tempo, é atrativo de investimento desses criminosos, o IBGM tem participado ativamente desse debate para cumprir com seu papel de agente de transformação das práticas comerciais, tornando-as mais transparentes, justas e competitivas.